artigo
Cercadinho PCD: reflexões acerca do paradoxo da inclusão nas ações culturais
Artigo publicado na Revista Aspas - PPGAC ECA USP. O artigo aborda o paradoxo da inclusão de pessoas com deficiência nas ações públicas e políticas institucionais internas dos equipamentos culturais. A acessibilidade no setor frequentemente se limita a espaços isolados e estereotipados, aqui denominados “Cercadinho PCD”. A história da deficiência é marcada por exclusão e imposições hegemônicas que perpetuam estereótipos impedindo a participação plena em diversos âmbitos sociais. A acessibilidade cultural exige desconstrução de narrativas normativas e valoração das experiências e contribuições das pessoas com deficiência nas artes, uma interpretação crítica sobre os modelos de inclusão vigentes.
Claudio Rubino
2025
artigo
Prólogo para as indústrias criativas aleijadas
Na coletânea Acessibilidade e Esporte: conceitos e práticas para uma Educação Anticapacitista, publicada pelo Museu do Futebol em 2023 a partir da segunda edição do curso EAD homônimo, assino o artigo “Prólogo para as Indústrias Criativas Aleijadas”. O texto articula cultura, esporte, educação e economia criativa para questionar a baixa participação profissional de pessoas com deficiência nas instituições culturais. A partir dessa crítica, apresento o Ciclo Participativo, proposta que reúne pesquisa, investimento, experimentação, interdependência, protagonismo, fruição e compartilhamento de riscos, defendendo que a acessibilidade não se limite ao acesso do público, mas atravesse a criação, a gestão e as decisões institucionais sob uma perspectiva anticapacitista.
Claudio Rubino
2023
artigo
Entre deficiências e outras vulnerabilidades: práticas culturais participativas
Nos Anais do 6º Congresso Internacional de Educação e Acessibilidade em Museus e Patrimônio, realizado em 2019 e publicado em 2021 pelo IEB-USP, Itaú Cultural e MAM São Paulo, assino o artigo “Entre deficiências e outras vulnerabilidades: práticas culturais participativas”. O texto discute a distância entre os direitos formalmente assegurados e a participação efetiva de pessoas com deficiência e de outros grupos vulnerabilizados na gestão e na formulação de ações culturais. A reflexão parte de experiências desenvolvidas no Programa de Acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake entre 2017 e 2020 e defende a acessibilidade como prática transversal e participativa, capaz de reconhecer essas pessoas também como artistas, educadoras, pesquisadoras, curadoras e gestoras, e não apenas como público.
Claudio Rubino
2021
Alguns artigos
Publicações diversas
Mediações Acessíveis: ciclo de encontros sobre acessibilidade em espaços de educação e cultura
Instituto Tomie Ohtake
2018
Na publicação Mediações Acessíveis: ciclo de encontros sobre acessibilidade em espaços de educação e cultura, lançada pelo Instituto Tomie Ohtake em 2018, atuei na organização ao lado de Felipe Arruda e Luís Soares e assino o texto “Mediações, reflexões e reconhecimento”. A obra reúne contribuições de 21 profissionais convidados para oito encontros realizados no Instituto, abordando a acessibilidade em diálogo com deficiência, gênero, sexualidade, envelhecimento e vulnerabilidades socioeconômicas. Em meu texto, parto de experiências como educador e pessoa com deficiência, entre elas o encontro com uma criança com a mesma condição física que a minha, para refletir sobre representatividade, convivência e mediação cultural. A publicação defende os espaços culturais como territórios de reconhecimento da diversidade e foi disponibilizada também em PDF acessível com audiodescrição.
Mediações Acessíveis: Crônicas de Acesso
Instituto Tomie Ohtake
2020
Na segunda edição de Mediações Acessíveis, intitulada Crônicas de Acesso e publicada pelo Instituto Tomie Ohtake em 2020, atuei na organização ao lado de Felipe Arruda, na criação das ilustrações e como autor e narrador da crônica “Trajetória”. A obra reúne relatos pessoais de profissionais da cultura, da educação e da acessibilidade, tomando experiências vividas no corpo como ponto de partida para refletir sobre desigualdade, diversidade e participação cultural. Em meu texto, percorro diferentes décadas da minha vida para examinar como a deficiência é socialmente construída por olhares, estigmas e práticas capacitistas, articulando corpo, sexualidade, representatividade e atuação profissional. A publicação conta também com audionarração e apresentação em videolibras.
Dossiê Acessibilidade
Fundação Itaú
2025
No Dossiê Acessibilidade, publicado pelo Itaú Cultural em 2025, atuei como consultor de acessibilidade técnica e conceitual. A publicação reúne pesquisas, experiências institucionais, referências nacionais e internacionais e recomendações para o setor cultural, abordando marcos legais, Cultura DEF e as diferentes dimensões da acessibilidade. A consultoria contribuiu para a consistência de um material que questiona a “acessibilização” feita somente após a conclusão dos projetos e defende a acessibilidade como direito, linguagem e princípio estrutural, incorporado desde a concepção das ações. O dossiê também afirma o protagonismo das pessoas com deficiência na criação, na fruição, na gestão e nos espaços de decisão da cultura.
